A magnitude de um eclipse lunar descreve geometricamente quanto do diâmetro da Lua está imerso na penumbra ou na umbra no instante de máximo. Ela não é uma medida direta de brilho.
Duas magnitudes diferentes
Catálogos de eclipses lunares normalmente fornecem magnitude penumbral e magnitude umbral. Ambas são expressas em unidades do diâmetro lunar e avaliadas no instante de maior eclipse.
A magnitude penumbral mede a profundidade na penumbra; a umbral mede a profundidade na umbra.
Como interpretar a magnitude umbral
- Menor que 0: a Lua não entra na umbra; o eclipse é apenas penumbral.
- Entre 0 e 1: parte do diâmetro lunar entra na umbra; eclipse parcial.
- Igual ou maior que 1: todo o diâmetro lunar está dentro da umbra; eclipse total.
Um valor 1,20, por exemplo, indica que no máximo a imersão umbral excede um diâmetro lunar em 20% dessa unidade geométrica.
Magnitude penumbral acima de 1
Se a magnitude penumbral supera 1, todo o diâmetro lunar pode ficar dentro da penumbra. Isso pode ocorrer inclusive em um eclipse penumbral total, desde que a Lua ainda não toque a umbra.
Magnitude não é brilho
O nome pode confundir porque “magnitude” em astronomia também significa escala de brilho. Aqui o termo é geométrico. Dois eclipses com magnitude umbral semelhante podem ter cores e brilhos diferentes por causa da atmosfera terrestre.
Relação com duração
Eclipses de maior magnitude tendem a penetrar mais profundamente na sombra e podem apresentar fases totais mais longas, mas não existe correspondência simples. A velocidade orbital da Lua, sua distância e o caminho inclinado através da sombra também influenciam.
Relação com gamma
Gamma mede a distância do centro da Lua ao eixo da sombra; magnitude mede a imersão do diâmetro lunar na sombra. Os parâmetros se relacionam, mas não são intercambiáveis porque o tamanho da umbra e o tamanho aparente da Lua variam entre eclipses.
Como usar em um catálogo
Ao consultar uma tabela técnica, use primeiro o tipo de eclipse, depois a magnitude umbral e a penumbral. Em seguida verifique durações e contatos. Esse conjunto permite formar uma imagem geométrica do evento antes mesmo de abrir um mapa.
Como esse fundamento aparece na observação real
Antes de observar, consulte a magnitude umbral. Compare um evento de 0,1 com um próximo de 1,0: a diferença visual da fração mergulhada na umbra é enorme. Em um total, compare magnitudes pouco acima de 1 com valores muito maiores para entender a profundidade.
Erros e confusões comuns
- Confundir com magnitude de brilho.
- Interpretar 0,5 como 50% de área.
- Usar magnitude sozinha para prever cor.
Perguntas frequentes
Magnitude 1,0 é exatamente o limite de totalidade?
No conceito geométrico, um valor umbral de 1 corresponde ao limiar em que um diâmetro lunar completo está imerso; catálogos e modelos incluem detalhes de raios e correções que tornam os contatos precisos.
Magnitude 0,5 significa metade da área da Lua?
Não. A magnitude é baseada na fração do diâmetro imersa na sombra, não na porcentagem de área.
Magnitude negativa existe?
Sim para magnitude umbral em eclipses penumbrais: indica que a Lua não alcança a umbra.
Uma magnitude maior deixa a Lua mais vermelha?
Não necessariamente. Profundidade na umbra influencia a iluminação, mas cor e brilho dependem fortemente da atmosfera terrestre.
Por que catálogos dão duas magnitudes?
Porque a penumbra e a umbra são regiões diferentes e cada uma precisa de uma medida própria de imersão.